Capítulo 41 - A história de Titi.

Eu morava nessa mesma casa, e junto com meus pais, cuidávamos da fazenda, e era uma vida simples, e desde pequena, eu sempre amei as plantas... as medicinais, todas elas... e aqui era uma riqueza de plantas e flores desconhecidas.

Clarice veio para minha cidade quando era bem pequena, ela e seus pais e seus dois irmãos. Na quela época a mãe de Clarice estava muito doente, e como seu pai era do país do vento, e sua mãe do país da água, eles se mudaram para cá, para poder dar uma vida melhor para a mãe de Clarice.

Na quela época, nós crianças íamos para uma casa onde tinha 5 irmãs que ensinavam coisas para as crianças, elas eram nossas professoras. Eu ia pra lá, e foi lá que eu conheci a Clarice.

Ela era uma menina linda, mais muito triste, eu tinha vergonha de ir falar com ela, então nem ia. 

Em uma das Aulas de uma das irmãs professoras, era sobre magia, e foi então que as coisas pioraram. A professora ficou assustada ao descobrir que Clarice era mestiça. 

O pai era do estilo vento, a mãe do estilo água, e Clarice a mais velha dos filhos, e a unica que nasceu mestiça, com os dois estilos.

Quando eu descobri eu achei incrível, mais depois vi que eu era a unica a achar isso. Todos começaram a ter medo dela, e achar que ela podia se tornar um demônio.

Todos temos magia, e com auto controle nós podemos controla-la, e usar ela a nosso favor. Mas quando as pessoas tem muito poder, e não tem uma mente muito boa, elas acabam se descontrolando e virando demônios.

Todos tinham medo de Clarice se transformar em um.

Uma vez, quando eu tinha 10 anos, vi uns garotos rindo de Clarice e a chamando de bruxa, e de nomes feios. 

Eu queria ter ajudado, mais não consegui. No mesmo dia mais tarde, quando eu já estava em casa, fui para a beira do rio, para ler um poucos livros e tentar descobrir o nome daquela arvore enorme.

Ao chegar lá, acabei encontrado Clarice, ela estava sentada a beira do rio, e molhando os pés. Achei que era a maneira certa de conversar.

" Oi... esse terreno é nosso... você não está invadindo não é?"- perguntei sorrindo.

Clarice não pareceu surpresa, e foi logo dizendo.

"O rio não tem dono..."

"Eu sei... eu me chamo Titi... você é Clarice não é?" -perguntei sorridente.

"Você já sabe..." -disse Clarice sem olhar pra mim.

"O que você acha de sermos amigas?" -perguntei mais animada.

Clarice olhou pra mim com espanto, e então falou.

"Se você ser minha amiga, você vai ser excluída de tudo... igual a mim.. acho melhor não!" -disse Clarice desanimada.

"Eu gostei de você... quero ser sua amiga... pra mim não importa!" -falei estendendo a mão para um comprimento.

Depois daquele dia, eu e Clarice ficávamos falando todo dia, íamos pra escola juntas, eramos só nos duas.

Clarice sempre ficava lá em casa, meu pai amava Clarice. Ele era um cientista, ele estudava a magia, e como ela vive em nós. E já que Clarice era uma mestiça, meu pais queria estudar ela sempre.

Clarice sempre dava uns foras no meu pai, quando era ficou adolescente, ela dava chutes no meu pai, e ele nunca aprendia.

Minha mãe era legal com Clarice, e sempre tentou cuidar de Clarice como se foce da família.

A nos passaram, e quando agente tinha 15 anos, agente fazia as mesmas coisas de sempre.

"Clarice, eu to estudando..." -falei sentada na raiz da arvore perto do lago.

"É mais eu estou com fome Titi..." Disse Clarice com desanimo.

"Quando chegarmos em casa, eu faço uma comida bem gostosa pra você!" -disse sem tirar os olhos do livro.

"Eu quero agora... agora!!" -disse Clarice birrenta.

"Quer comer o que Clarice?" -perguntei irritada.

"Carne... eu quero carne!!" -disse ainda desanimada.

" Aonde vai arranjar carne aqui?" perguntei olhando pros lados.

"Eu vou caçar um porco selvagem e você vai ter que cozinhar!!" -disse Clarice animada.

"Claro que não! Vai arranjar isso aonde?" -perguntei.

"Na floresta... não seja burra!!" -disse Clarice se levantando.

Com a penas um salto, Clarice voou até o outro lado do rio, como se foce uma pena de leve.
Então Clarice saiu correndo, atrás de um porco selvagem.

Tinha de tudo na quela floresta escura,  e Clarice amava ir sozinha lá, ela amava o perigo.
Foi então que Clarice acabou encontrando um porco. Ele estava comendo umas bananas que tinham caído no chão, Clarice  foi por trás, pronta para pegar ele.

Quando uma flecha voou e acabou atingindo o porco bem no lado. Clarice ficou assustada, e olhou para o lado pra ver o que era.

Então observou um rapaz alto e lindo em cima de um cavalo branco, segurando um arco. Ao olhar Clarice, o rapaz desceu do cavalo, e se aproximou, e com um sorriso lindo e torto, o moreno de olhos verdes diz:

"Jovem dama, não está ferida? espero que esteja bem! graças a mim você está a salva desse monstro horrível ! não precisa agradecer! Quem sabe... só um pouquinho..." -diz o rapaz sorridente.

Clarice ficou boquiaberta, depois de ouvir tudo o que ele disse, ela abaixou a cabeça e começou a rir, a dar gargalhadas, tão altas que o rapaz não sabia o que era engraçado.

Com um simples movimento Clarice pega um cipó que estava em uma arvore ao lado, e dando gargalhadas  transforma o cipó em uma estaca grande de gelo, que brilhava com a luz do sol como se foce cristal.

"Você... você caçou o meu almoço... sabia...?" -disse Clarice rindo forçadamente e muito brava.

"Mais eu te salvei... damas não deviam caçar porcos... e a senhorita é tão linda... que eu... não... achei que... era..." -disse o rapaz vendo a garota se aproximar.

"Clarice!!' -gritei me aproximando deles.

"A prazer jovem dama... eu sou Carlos D.Kets... e qual é o nome da bela dama?" -disse o rapaz olhando pra mim fazendo a reverencia.

"TITI! Saia de perto... tenho contas a acertar!!" -disse Clarice correndo, tentando acertar Carlos com a estaca de gelo.

Carlos sorria, e se esquivava de todos os ataques de Clarice, como se estive-se em uma dança.

"A Senhorita devia ser mais graciosa... e fazer jus a sua beleza..." -disse Carlos sorridente.

"EU NÃO SOU UMA DAMA!!" -Disse Clarice mais brava ainda.

E com um leve movimento, Carlos da um chute de leve da estaca de gelo, e com um piscar de olhos ela vira água. Clarice olha para a roupa toda molhada pelo cipó.

"AAAh me desculpa jovem dama... não queria ter feito isso... me perdoe..." -diz Carlos com uma cara triste.

Clarice não fala nada, e se vira para o porco, pega  ele pela perna e arrasta até onde eu estava e fala.

"Vamos Titi..." -diz Clarice ignorando o rapaz.

"Mais Cla..." -parei na metade, olhei para o rapaz que parecia triste e segui Clarice.

O rapaz não nos seguiu, logo depois da floresta, fomos direto pra minha casa, ao chegar lá eu comentei.

"Clarice... você ouviu o nome dele? ele disse ser Carlos D.Kets... ele é o herdeiro do trono de Arkaria!!" -eu disse.

"Arkaria? o que ele ta fazendo em Colifera?? essa aldeia não é lugar pra príncipes metidos iguais a ele..." -disse Clarice.

"Ele é lindo... moreno... alto... olhos verdes... deve ser uns 2 ou 3 anos mais velho que a gente... aaaa ele me pareceu educado..." -falei comentando.

"Eu não me importo... vou subir para trocar de roupa.." -disse Clarice subindo as escadas para o meu quarto.

Ajudei minha mãe no almoço, e logo depois papai aparece para todos nós almoçar.

"Então Clarice... quantos meninos você espancou hoje?" -perguntou meu pai rindo.

"Papai!!" -falei chateada.

"Só um tio... e ele apanhou feio!!" -disse Clarice rindo igual ao papai.

"Essa é a Clarice que eu conheço hahaha!" -disse papai.

"Não incentive ela querido..." -disse mamãe sorridente.

"Eu sei querida... estava brincando... sabe Clarice, se você bater nos garotos, você nunca irá se casar..." -disse papai tomando um copo de vinho.

"E quem disse que eu irei me casar?? nunca irei! eu não quero..." -disse Clarice comendo um pedaço grande de carne.

"Ah bom, se é assim, continue batendo neles hahaha' vai que um dia você encontra um homem que goste disso... ai você se casa..." -disse papai rindo.

"NUNCA!!" -Disse Clarice mais irritada.

"Papai... hoje Clarice brigou com o príncipe de Arkaria..." -falei pensativa.

"AAh é verdade... eles estão passando as férias de verão aqui..." -disse papai animado.

"Clarice tente se controlar... para não arranjar mais problemas para sua família... sua mãe anda tão doente..." -disse mamãe séria.

"E - eu sei..." -disse Clarice comendo mais rápido.

Clarice não se importava com nada que fazia, mais quando era em respeito a sua família, ela se controlava  e tentava o seu melhor.

No outro dia, agente tava indo para a escola, quando as coisas que sempre aconteciam aconteceram.

"Clarice... sua bruxinha... quando vai pegar sua vassoura e voar para a casa das bruxas?" -dizia um garoto rindo de Clarice.

"Clarice seu demônio... seu lugar não é aqui!" -disse outro garoto do grupo de garotos que riam e se divertiam.

"Clarice ignora eles..." -falei tentando amenizar.

"Eu ainda estou estressada por ontem... e hoje de manha acabei brigando com a Helo... se eles continuarem não vou conseguir me controlar..." -sussurrou Clarice pra mim.

"Clarice mestiça, a doida varrida!" -cantavam os garoto rindo de Clarice.

Em um piscar de olhos, Clarice aparece atras dos garotos, e com o braço entre o pescoço de um ela aponta uma pedra para ele.

"hoje eu não estou bem Lilo..." -disse Clarice.

"te-te-teletransporte!? V..vai me matar com uma pedra?" -pergunta o garoto do meio.

"Quem sabe..." -Clarice transforma a pedra em uma estaca de gelo como se foce um cristal afiado.

"Clarice não!!" -gritei pra ela.

Então Clarice meio que acordou, e deu um soco na cara dos garotos, jogando o cristal de gelo longe.
Clarice começou a brigar com os 4 garotos, e por incrível que foce parecer, Clarice era forte e estava ganhando. 

Um garoto tinha fugido e dois tavão no chão, quando Clarice estava espancando o garoto do meio. Sem perceber um dos garotos do chão pega pela perna de Clarice, fazendo era cair.

Com um simples movimento, o garoto o cristal de gelo na mão diz:

"Nunca irá me derrotar sua bruxa!!" -disse o garoto tentando atacar.

Clarice fecha os olhos tentando pensar em alguma coisa, quando de repente, o garoto cai na frente dela.
Clarice abre os olhos, tentando ver o que acontecera, quando ela percebe quem a salvou.

"Que horrível .. atacando uma dama... não poderia deixar isso acontecer..." -diz Carlos pegando Clarice no colo.

"Me-me solta!" -disse Clarice balançando as pernas e os braços.

"Ainda não... temos que ir a algum médico... você deve estar machucada!" -disse Carlos levando ela pela rua como se estive-se levando um gatinho pra passear.

"Eu estou bem, me largaaa!!" -disse Clarice finalmente se libertando.

Ao se libertar, Clarice sai correndo, em direção a floresta. Carlos sai correndo atras dela e só consegui o alcança-la na arvore perto do rio.

"Espere... qual o seu nome?" -pergunta Carlos.

"É Clarice...Clarice Esmaoly..." -disse Clarice sem olhar nos olhos.

"E eu sou Carlos D.Kets..." -disse Carlos sorrindo.

"Você já me disse isso... o que você quer?" -perguntou.

"Nada... só queria te conhecer melhor...Clarice Esmaoly..." -disse Carlos sorrindo.

Clarice virou e olhou nos olhos de Carlos, ela viu o verde esmeralda brilhando, e o sorriso que combinava. Ela se sentiu quente, e um pouco parada no tempo. Não sabia mais quanto tempo tinha passado, não sabia por que estava tão quente.

Foi então que ela desviou o olhar, parecia mais refrescante agora. Não sabia o que tinha acontecido, ela só sabia que tinha que dizer alguma coisa.

"AAH...o..ou você queria que eu te agradece-se...?" -perguntou Clarice de olhos fechados.

"A-agradecer... por que?" -perguntou Carlos.

Clarice abri-o os olhos e teve que olhar. Carlos olhava pro chão, e com a boca torta, e um pouco vermelho.

"Por.. por que não está me olhando??" -disse Clarice achando que tinha feito algo errado.

"Po...por que você é linda..." -disse Carlos colocando a mão na boca.

"Que?!" -disse Clarice boquiaberto, sentindo o calor invadir suas costas e irem direto pra cabeça.

"Se... seu cabelo... seu cabelo loiro voando... com esses... esses olhos claros igual a água... com... com... com esse rosto vermelho..." -gaguejou Carlos.

"QUE???? -Gritou Clarice.

"PARECE UM ANJO!!" -Gritou Carlos.

Clarice ficou paralisada, não pensava, não respirava, não piscava. 

Quando de repente, Carlos chefa os olhos e respira fundo, da um sorrio e faz uma reverencia.

"Com sua licença... irei partir... ADEUS!!" -Diz Carlos correndo.

Clarice fica mais uns minutos boquiaberta até gritar e sair correndo também.

No outro dia, no mesmo Lugar, estava eu e Clarice, fiquei paralisada ouvindo a historia dela.

"Kyaaaaaa!" -gritei animada.

"Ele é um doido... por que saiu correndo? E... e que magia foi aquela? Ele me hipnotizou...eu mal conseguia respirar... tenho que estudar sobre poderes de hipinose...!" -disse Clarice com expressão pensativa.

"HEHE... eu acho que não foi hipinose não ... hehe" -comentei já sabendo o que era.

"Você está dizendo o que??" -disse Clarice brava.

"Nada, nada!! Faz um favor pra mim?" -perguntei.

"Claro... fala..." -disse Clarice.

"Ta vendo essa flor roxa do livro? eu tive ontem a impressão de ter visto ela na quela floresta... você que gosta de ir lá, poderia procurar pra mim ?" -perguntei.

"AAh... claro... acho que sei aonde é..." -disse Clarice olhando o livro em minhas mãos.

"Então pega pra mim um monte delas... quero pesquisar elas..." -falei sorrindo.

"Ok!!" -disse Clarice pulando para o outro lado do rio.

Clarice andou e andou, até achar as plantinhas. Ela se tentou pegar um monte delas, quando começou a ouvir uns barulhos e uns ruídos em um arbusto perto dela. Ela largou os flores no chão e pegou uma pedra, e estava pronta pra atacar.

Quando chegou perto, ela se depara com a cena de Carlos  de quatro no chão.

"QUE??!" -Grita Clarice.

"AAAAH!" -Grita Carlos.

"O que você está fazendo??" -´pergunta Clarice.

"Eu estou procurando uma coisa que deixei cair...e você?" -pergunta Carlos.

"Eu estou pegando umas flores!!' -diz Clarice assustada.

Em um piscar de olhos, Carlos fica de joelhos faz uma reverencia e com um sorriso diz:

"Coisas naturais de uma Dama..."

"'QUE?" -Grita Clarice dando um soco na cara de Carlos.

Depois de um tempo, Carlos resolve perguntar.

"Por que você estava batendo na queles garotos?"

"Por que eles não gostam de mim... e estavam rindo de mim..." -disse Clarice séria.

"Quem em sã consciência não iria gostar de você?" -pergunta Carlos sorridente.

"Todos... todos me odeiam... por que eu sou uma mestiça..." -disse Clarice fechando os olhos.

Esperando ele ignorar, ou sair correndo, ou começar a rir dela, ou até ter medo. Seria o normal ao ouvir isso de cara. Mais Carlos não fugiu, e só disse.

"No..."
"No..?" -pergunta Clarice.

"NOSSA!!! QUE LEGAL!!" -Disse Carlos segurando as mãos de Clarice.

"QUE?!" -Disse Clarice surpresa.

"Eu sabia que você era especial! Des da primeira vez que eu te vi desesperada!! sabia que eu tinha salvado uma dama, mais não uma dama qualquer!!" -disse Carlos sorridente.

"Hey... você não me salvou..." -disse Clarice irritada.

"Eu não vejo mal em você ser uma mestiça! você é incrível!  você pode usar dois elementos! INCRÍVEL!" -disse Carlos animado e sorridente.

"Você não vai fugir?" -pergunta Clarice.

"Claro que não!! Nunca irei!!" -diz Carlos.

Depois daquele dia, Carlos e Clarice se viam sempre, eu também estava junto, mais me sentia meio de fora.
Mais sempre fiquei feliz por Clarice, ela estava feliz de ter mais um que não a odiasse.

Depois que o verão acabou, Carlos teve que voltar pra Arkaria, e Clarice ficou desanimada.
Mais desanimada só no primeiro dia sem ele, no outro dia era a ignorava e vivia como se nunca tive-se a conhecido.

Meses passaram, até que uma desgraça aconteceu. A mãe de Clarice ficou muito doente e acabou morrendo. Todos ficaram muito tristes, os irmãos mais novos de Clarice choravam muito.

Depois de umas semanas o pai de Clarice resolveu voltar para o país do vento, afinal eles não pertenciam mais ao país da água.

"Mais... você é uma mestiça... você também é daqui... você tem que ficar..." -disse para Clarice.

"É mais eu não tenho ninguém aqui pra ficar... tenho que ir com meus irmãos e meu pai..." -disse Clarice.

"Fica na minha casa..." -falei chorando.

"Não quero ser um peso... Titi... não chora..." -disse Clarice me abraçando.

Seu calor, seu abraço, Clarice era mais que minha amiga, era mais que irmã. Não queria suportar viver tão longe dela.

"Não vai..." -disse pra ela.

"Eu não posso fazer nada... amanha mesmo vamos partir..." -disse Clarice me largando e olhando para o rio.

Ela não queria que eu a vice chorando, isso era normal.

"Então... então ... vamos nos divertir muito hoje... por que você não vai na floresta... e pega um porco selvagem para o jantar de despedida..." -sugeri.

"Claro... e você procure algumas verduras..." -disse Clarice pulando para o outro lado do rio sem olhar pra tras.

Clarice chorou muito, e doida muito em mim também, eramos as únicas amigas sempre. Era difícil viver assim.

Foi então que Clarice avistou um porco pequeno. Clarice pega um cipó em uma arvore, e a transforma em uma espada. E tenta atacar o porco de costas.

Quando de repente uma flecha acerta o porto de lado. Clarice já tinha visto antes, e como automático ela vira a cabeça e lá estava ele.

"OOOH jovem Dama! que mundo é esse! sabia que você estaria em perigo se eu não estivesse por perto!" -diz Carlos descendo do cavalo e se aproximando com um sorriso no rosto.

Clarice joga a espada de gelo no chão e sai correndo para Carlos toda sorridente. Mias ao chegar perto dele ela levanta uma das pernas, e a derruba no chão.

"Você acha que não aconteceu nada? acha normal chegar desse jeito?!" -grita Clarice  subindo em cima de Carlos que estava no chão. 

Clarice pegou a roupa de Carlos e começou a chaqualha-lo, pois tinha perdido toda a força.
Carlos olha sério para Clarice, e coloca a mão no rosto dela, e com um sussurro diz:

"Você estava chorando...?" -pergunta.

Clarice para e olha bem nos olhos de Carlos, depois de alguns segundos, Clarice levanta do chão e fica de costas para Carlos e diz:

"Não te interessa!" -diz sangada.

Carlos também se levanta e sacode a roupa de sujeira.

"O que aconteceu?" -pergunta ainda sério.

"Clarice vai ter que se mudar... morar no país do vento..." -falei ao se aproximar deles.

"Titi... não diga nada a esse homem..." -disse Clarice ainda de costas pra Carlos.

"E não tem como ela ficar aqui?" -pergunta Carlos pra mim.

"Não... ela não quer ficar na minha casa..." -falei.

"Mais eu vou pensar em um jeito então..." -disse Carlos.

"AAh por favor Carlos!" -falei aflita.

"Ei! Parem de me ignorar!" -gritou Clarice.

"Já sei!" -gritou Carlos.

"Que?" - Clarice gritou.

Carlos sorri e se aproxima de Clarice, pega as mãos dela e fica de joelhos.

"Aceita se casar comigo?" -pergunta Carlos.

"QUEEEE??" -Grita eu e Clarice juntas.

"Aceite... ai você fica no país do vento!" -diz Carlos olhando nos olhos de Clarice.

"Não vou casar sem amor!" -diz Clarice vermelha.

Carlos da um sorriso e se levanta, olha nos olhos de Clarice e a pega pela cintura e diz:

"Eu te amo...você não me ama?" -pergunta sorrindo.

"C-C-C-C-Claro... QUE NÃO!! ME LARGAAA!!" -Começa Clarice a gritar.

"Não se preocupa! Eu amo por nós dois! hahahaha!" -diz Carlos abraçando Clarice bem forte.

Depois da li, no mesmo dia, Carlos pede a mão de Clarice em casamento. Clarice não fugia mais, mais também não confessava seu amor por Carlos.

Depois do casamento, Clarice mudou de ideia, e parecia outra mulher. Não demorou muito ela engravidou, e parecia outra mulher vivendo em um castelo como rainha, e com amor do homem que ela amava.

Carlos amava Clarice por ela o tratar com um cara normal, e Clarice o amava por ele ser diferente e nunca ter fugido e tido medo dela.

O amor dos dois durou por muito tempo, e ainda dura...

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