Um dirigível estava no céu, e dentro dele tinha uma pessoa muito tédiada.
"AAAh não aguento mais esse país!" -disse Jenny olhando pelo vidro de uma janela do dirigível
"Jenny não devíamos procurar mais lá em baixo sobre os artefatos?" -perguntou Léu que estava sentado em uma poltrona lendo um livro.
"Já estamos a quase duas semanas a procura... em varias cidades daqui e ninguém sabe de nada... estava pensando em ir naquela cidade na divisa com o país do fogo, lá tem muitas lojas de artefatos... eles devem saber de alguma coisa... se ninguém saber de nada, então vamos para o país do fogo! Eu estou enjoada desse lugar!" -disse Jenny. Irritada.
Eles voaram um pouco, até irem a uma aldeia rodeada por arvores e florestas, e era uma cidadezinha até que era grande.
Eles se dividiram, como sempre e saíram a procura. Pedro foi na feira, comprar suprimentos e fazer perguntas, Jenny foi para as lojas de artefatos. E Léu saiu para ver as coisas como sempre fazia. Isso encantava ele, parecia tudo muito novo, mais ele se divertia e gostava muito.
Não demorou muito para Jenny aparecer do lado de Léu, ela parecia brava e irritada.
"Eu não aguento mais! me chamaram de doida acredita? vamos sair daqui bem rápido!" -disse Jenny furiosa.
"Mais não seria fácil... até por que isso é uma lenda... é normal as pessoas acharem loucura..." -disse Léu andando pela calçada até chegar a feira.
"Não! eu não estou muito bem hoje...aonde está o Pedro? quero ir para o país do Fogo bem rápido!" -disse Jenny.
"Ele está ali..." -disse Léu apontando para uma barraca de verduras, Pedro estava com uma sesta grande cheia delas.
"Ué... já voltaram?" -disse Pedro olhando para eles.
"Jenny ficou irritada..." -disse Léu.
"AAh isso sempre acontece... bom vamos indo então..." -disse Pedro.
Eles voltaram para o dirigível que estava perto da floresta, quando Jenny teve uma ideia.
"Vamos ir por ali... tem um rio, quero tomar um banho... esse país é muito calor!" -disse Jenny correndo por uma trilha.
Léu e Pedro foram junto, Jenny sempre era louca, e eles tinham que acabar seguindo ela para todos os lados.
Não demorou muito para eles acharem o rio, Jenny estava animada, mais antes de chegarem na costa ela diz:
"Podem parando! eu vou nadar sozinha... vocês podem ir pra lá...vão! vão!" -disse Jenny mandando os meninos irem para outro lugar.
Jenny caminhou entre as arvores até chegar no rio, lá ela tirou o vestido longo, e ficou com as roupas intimas, que eram brancas e de renda.
Ela dobrou o vestido, tirou os sapatos, e entrou no rio. A água estava clara e bem fresca. Dava pra ver as pedras no fundo, e a correnteza era fraca, e muito gostosa. Jenny ficava boiando sentindo o frescor da água.
Estava tudo em silencio, e só se ouvia as arvores, quando de repente uma voz fraca e baixa gritava as palavras "socorro"
Jenny se levantou assustada, então ouviu uma segunda vez a voz fraca gritar. Jenny saiu do rio e correu em direção a voz. Entre as arvores não dava pra ver nada, até que Jenny vê um final claro do sol, era o fim da floresta.
Ao sair da floresta, Jenny se depara com um enorme desfiladeiro. Jenny ouviu a voz vindo de lá, com muito medo, ela se abaixa e olha até onde ia, quando viu uma garotinha presa em um galho de arvore.
"Aguente! ja vou te tirar daí!" -disse Jenny tentando alcança-la.
Mais estava um pouco longe, e ela não conseguia chegar perto. Então ela corre de volta pra floresta em busca de galhos ou algo pra ajudar. Então ela encontra um pedaço de cipó, e teve a ideia de usar como corda.
Jenny joga o cipo, e rapidamente pucha a garotinha pra cima, salvando a menininha. Ela tinha cabelos claros e vestia um vestido rosa de babados, ela aparentava ter 7 ou 8 anos. Ela não chorava e nem falava nada, só parecia assustada.
"V-você está bem...?" - Pergunta Jenny olhando a garotinha.
"Sim... obrigada... mesmo!" -disse a Garota olhando nos olhos de Jenny e respirando muito alto.
"AAh o importante que você está bem! haha!" -disse Jenny envergonhada.
"Você me salvou! tenho que te recompensa-la... meu pai me ensinou que isso é certo!" -disse a Garotinha.
"Não precisa... não fiz por recompensa!" -disse Jenny.
A garotinha se apalpou e tirou do bolço um anel com uma pedra redonda cinza.
"Fique com esse anel... ele é magico... sempre muda de cor, conforme os seus sentimentos! aceite por favor!" -disse a Garotinha estendendo as mãos.
"Sério, não precisa... eu não quero!" -disse Jenny.
"Se não aceitar vou ficar brava e triste... por favor aceite!" -disse a Garotinha fazendo cara de choro.
Jenny ficou olhando, e então aceitou o presente.
"Mais vai ter que me prometer antes... nunca dar esse anel pra ninguém, ou perde-lo! ele é o simbolo de sua gentileza e coragem!" -disse a garotinha sorridente.
"Pode deixar!" -disse Jenny sorrindo de novo.
Jenny ficou olhando pro anel por algum tempo, até que resolveu agradecer, mais quando olhou pra frente a garotinha já tinha ido embora.
"Volte Garotinha!!!" -disse Jenny correndo pela floresta.
Enquanto isso, Léo e Pedro estavam no rio, sentados e relaxando na água fresca.
"Por que Jenny sempre é assim...? Briga sempre, sempre faz o que quer... e nunca pede opinião?" -pergunta Léo.
"Por causa de Lunna... a prima dela... falando nisso, a ultima briga a Lunna ganhou de novo não é?" -perguntou Pedro se referindo a briga no dia depois do aniversário.
"Sim... Jenny ficou muito triste...não sei por que elas brigaram tanto..." -disse Léo.
"Isso por que Lunna sempre exigiu muito de Jenny... quando Lunna era pequena os seus país foram mortos, e só ela e a irmã sobreviverem, então elas foram morar na casa de Jenny... na quela época as duas se davam bem até..." -disse Pedro.
"Então... o que fez elas brigarem?" -pergunta Léo.
"Lunna nunca foi uma criança normal depois da morte dos pais... quando cresceu sempre pensava em magia e estudar sobre isso... sempre quis ser mais forte... Jenny sempre queria brincar e se divertir, mais a prima nunca queria, então isso irritava a Jenny..." -disse Pedro pensativo.
"Mais isso é motivo...?" -pergunta Léo.
"A Jenny insistia, mais Lunna sempre dizia não... e depois de um tempo começou a tentar mudar Jenny... fazer ela ter a mesma ambição de ler e estudar... e querer ser mais forte, mais isso só fazia Jenny e Lunna competirem..." -disse Pedro.
"Isso explica tudo... então elas sempre competem..." -disse Léo sorrindo.
"Na época que Lunna se mudou para Arkaria, Jenny tinha apenas 9 anos... ela encontrou um livro de lendas, e nela estava a do cristal... achava que se tive-se o cristal de Sunny iri derrotar a prima... ela passou tantos anos pensando nisso que nunca vai tirar da cabeça..." -disse Jenny.
"Por isso você fez o dirigível?" -perguntou Léo.
"Sim... a uns 3 anos atras quando a antiga rainha dos céus Arabela morreu, ficou conhecido como lenda verdadeira, o cristal existe, e então eu sabia que devia fazer alguma coisa..." -disse Pedro.
"Como assim... a lenda existe?" -pergunta Léo.
"Tava tendo uma guerra com os últimos revoltados do Daya Bleck... e tinha muita gente lutando junto, e alguns ouviram Arabela dizer pro líder que nunca iria deixar eles tocarem no cristal, mesmo que isso custa-se a vida dela...Ela morreu como heroína, destruiu todos os Daya Bleck... mais essa historia de a lenda ser verdadeira são só boatos..." -disse Pedro.
"Mais Lunna acha que os Daya Bleck ainda estão vivos... e que estão prestes a voltar..." -disse Léo.
"Eu não sei... mais pelo que eu deduzo disso é que... quem matou os pais dela não apareceram ainda nem vivos nem mortos... por isso que ela acha que eles podem voltar...mais nosso mundo é muito grande, e se tivessem vivos ja tinham começado outra guerra..." -disse Pedro.
Eles ficaram um tempo pensando, em silencio, até que foram interrompidos por um intruso aparecendo atras na floresta.
"AAH A GAROTINHA SUMIU!!'' -disse Jenny aparecendo.
"Jenny? você está doida?" -perguntou Pedro se levantando do rio.
"Tinha uma garotinha, ela tava..." -pausou Jenny olhando que os meninos só estavam de calção, semi-nus.
Ela começa a gritar e pedir para que eles se vistem rápido.
"Mais olha pra você! também está nua!" -disse Pedro apontando paras roupas de Jenny.
Então eles voltaram em direção ao Dirigível, os meninos riam da historia de Jenny, e Jenny ficava com raiva e xingando sempre.
"Não existe desfiladeiros nessa cidade... é uma cidade plana!hahaha você dormiu no rio, e bebeu água de mais!" -ria Pedro.
"Não sou doida!" -disse Jenny brava.
Ao chegarem no dirigível, se depararam com uma garota sentada em uma mala grande lendo um livro. Ela estava em baixo do dirigível, e parecia concentrada.
"Ola... quem é você?" -pergunta Jenny chegando perto.
"AAh eu sou Diana... vocês devem ser os donos do dirigível... estava esperando vocês!" -disse a Garota se levantando.
Ela tinha cabelos castanhos e cacheados, era magra e alta, tinha a apareciam de uma mulher de 20 anos, usava vestido simples sem muitos babados.
"O que quer com a gente?" -perguntou Jenny.
"Eu soube que vocês estão atras de alguns artefatos... eu sou uma pesquisadora, e estou afim de pesquisar artefatos então pensei que poderia ir com vocês..." -disse a mulher sorridente.
"Ah... claro que pode... se você tem experiencia!" -disse Jenny feliz.
"AH Claro!" -disse a Garota sorridente.
Então Jenny começa abraçar a garota animada e feliz.
"Ela nem pensou... ou pediu opinião..." -resmungou Léo.
"Animo! Talvez ela cozinhe melhor que a Jenny!" -disse Pedro sorridente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário