Lunna estava em um quarto pouco iluminado, vestindo um vestido de verão, com um tecido de algodão, ele ia até os pés, era solto e era azul bem fraquinho, e em cima na gola tinha uma renda de crochê branca, e na cintura também tinha os detalhes em crochê.
Lunna se olhou no espelho, e então desamarrou o cabelo que tinha uma fita lias, prendeu a fita lilas no pulso, e deixou escorrer os longos cabelos brancos sobre os ombros.
Então Lunna pegou o óculos que estava em cima das roupas dobradas, e colocou no rosto, e clicando no cristal falou:
"Meninas vocês estão aonde?" -perguntou Lunna.
"Lunna aonde você está? agente tava te procurando!!" -disse Bruna gritando.
"Eu quero que vocês esperem por mim no navio... deixem o resto comigo... volto amanha a tarde... já sei quem está envolvido com isso... só basta saber o por que." -disse Lunna.
"Quem senhorita Lunna?" -perguntou Danny.
"Jenny, Pedro, Léo... e eu acho que... Lucy também esta." -disse Lunna pensativa.
"Quem são esses Lunna?" -perguntou Bruna.
"Jenny é a prima da Lunna... mais os outros eu não sei..." -disse Taísa.
"Não me diz... senhorita Lunna que a Lucy que a senhorita está falando, e a mesma Lucy..." -ia Dizendo Danny.
"Exatamente....só que falta uma... uma mulher que está com eles... temos que investigar quem é essa mulher... talvez ela seja a culpada dos roubos..." -disse Lunna.
"Oque vai fazer Lunna?" -perguntou Taísa.
"Vou investigar a mulher doida... e vocês ficam no navio e me esperem... pedem para Tica ver Lili e investigar sobre a mulher que esta com eles... só pedem pra ela não contar nada dos roubos ok? agora eu vou indo." -disse Lunna tirando o óculos do rosto.
Lunna se dirigiu a té a porta do quarto e saiu, foi seguindo em um corredor até a cozinha. Lá na cozinha estava Antônio, o senhor de idade, que era dono do antiquário. Ele estava sentado em um sofá de frente a um fogão a lenha de pedra, parecia antiga, como a casa, o calor do fogo aquecia toda a casa gelada da chuva que caia lá fora.
Do outro lado da cozinha, tinha o jovem Cássio, com roupas simples e um avental cinza estava picando cenouras. Ele não parecia ser uma criança, e nem um adulto, ele era bonito, e simpático, e mais que tudo, era muito tímido.
Cássio estava cozinhando, e tinha um sorriso no rosto, garotos cozinham? Era a pergunta já respondida de Lunna.
"Ah! nossa! ficou lindo esse vestido em você... e está muito diferente sem aquele casaco grande..." -disse Cássio olhando os olhos de Lunna, ele também percebeu que ela não usava os óculos.
"Queria saber de quem é esse vestido..." -disse Lunna sorridente sentando em uma cadeira perto de onde Cássio estava.
"É de minha mãe..." -disse Cássio com um sorriso leve olhando para as cenouras.
E então ele pega elas, e coloca em uma panela sobre o fogão a lenha, logo depois ele voltou para a mesa, e começou a limpa-la.
"Não me diga que sua mãe morreu..." -disse Lunna olhando para o vestido, tentando ignorar que vestia roupas de uma mulher morta.
"Não! Nem brinque! Minha mãe mora em outra cidade com meu pai... eu moro aqui com meu avô para ajuda-lo na loja... e esse vestido é um dos antigos de quando ela morava com o vovô..." -disse Cássio assustado.
"E-então por que estava triste?" -perguntou Lunna.
"Não triste... mais um pouco com... saudades... espera ai, por que estou falando isso com você? como se importa-se..." -disse Cássio pegando os pratos e colocando sobre a mesa.
"Ah... desculpe-me então..." -disse Lunna desanimada.
"Ah! Me desculpe...ãh... como seu nome mesmo?' -perguntou Cássio.
"Ah é verdade! Eu não me apresentei... eu me chamo Lunna..." -disse Lunna sorridente.
"Lunna...? Alguma coisa haver com a Lua?" -perguntou Antônio indo em direção a outra cadeira do outro lado da mesa, de frente a Lunna.
"Não sei... não sei o que significa... mais acho que não é de ser nada... minha irmã mais velha se chama Alice... então não á de ter significado." -disse Lunna sorridente.
"Então Lunna me conte... por que investiga sobre os roubos nos antiquários? " -perguntou Antonio.
Lunna pensou e então resolveu contar a verdade:
"Eu estou investigando por que... é meu trabalho... eu estou no esquadrão E.L..." -disse Lunna.
"Bem que eu desconfiei!" -disse Cássio colocando uma panela grande de sopa na mesa.
Então Cássio pegou uma concha, e colocou sopa no prato de Lunna, e depois no de Antonio, e antes de sentar na cadeira, ele colocou pra ele.
"Mais um roubo assim iria despertar interesse no E.L? acho que não..." -disse Antonio.
"Bom... é que não está acontecendo só aqui... aconteceu em varias cidades, e todos são em lojas de coisas antigas...bom, a verdade é que a chefe do E.L não se importou muito... mais eu resolvi investigar por mim mesma..." -disse Lunna.
Lunna provou a sopa, e ela estava muito boa, nunca tinha provado sopa tão gostosa, nem Bruna havia cozinhado coisa igual.
"A próxima pergunta é... por que quer investigar a velha bruxa doida?" -perguntou Antonio antes de colocar uma colherada de sopa na boca.
"Minhas amigas me falaram que ela falava sobre uma família... uma chamada Esmaoly..." -disse Lunna.
"Esmaoly é uma família antiga... bem antes de Iris.D.Sunny aparecer... eles acabaram destruído... mais eles não são exatamente uma família ou sobrenome... é mais para o sangue." -disse Antonio.
"Você sabe... sobre os Esmaoly?" -perguntou Lunna surpresa.
"Eles eram não eram mais conhecidos na minha época... mais na época de minha mãe e pai eram... me lembro de minha mãe me falando sobre essa raça..." -disse Antonio assoprando outra colherada de sopa.
"Raça? eu achei que tinha pessoas com esse sobrenome..." -disse Lunna.
"E tem... mais nem todos tem o direito de serem chamados de Esmaoly... são como os secundários... eles são os mais distantes... diferente dos da cabeça principal... eles são os de raça..." -disse Antonio.
Lunna não intendia, aquilo rodava em sua cabeça, então ela desistiu de pensar.
"A terceira pergunta é... quem é o homem de antes?"-perguntou Antonio sério.
"Não... não sei exatamente... mais se eu tiver certeza... ele se chama Andrey Pindole... um homem que conheci quando era criança... ele tinha uns dezoito anos e eu dois..." -disse Lunna pensativa.
"Como pode se lembrar de algo que tinha dois anos?" -perguntou Antonio.
"Por que... ele foi importante..." -disse Lunna olhando séria para a sopa.
"E.. ei... acho que é melhor comerem antes que esfrie..." -disse Cássio sorridente.
O resto do jantar foi assim. Depois do jantar, Cássio foi Lavar a louça, e Lunna ficou no sofá olhando o fogo no fogão a lenha quase se apagar.
Antonio foi dormir, e logo depois Lunna também foi dormir. Aquele quarto com certeza era de Cássio, e ele iria dormir no sofá. Lunna ficou olhando as coisas, e então sorriu. Era tão aconchegante.
Tinha livros, e alguns bonecos pequenos de madeira, pareciam iguais aqueles do antiquário. Lunna deitou na cama e ficou pensando.
O que Andrey fazia ali? por que não alcançou? Por que?
Lunna sabia que um dia iria reencontrar Andrey, mais não esperava ser assim e daquele jeito.
Quando Lunna percebeu, já era dia, e ela tinha dormido. Então ela vestiu chinelo, e saiu do quarto. o Cheio de café crescem passado encheu toda a casa.
Ao chegar na cozinha lá estava Cássio com seu avental, colocando pães e o café na mesa.
"Bem na hora... senta, vamos tomar café!" -disse Cássio colocando uma xícara do outro lado da mesa. Então Lunna sentou de frente pra Cássio.
"Nossa... você sabe fazer tudo em..." -comentou Lunna.
"Ah... eu tive que aprender... já que eu cuido do velho... logo depois de tomarmos o café, nos vamos na casa da Bruxa... ok?" -perguntou Cássio.
Lunna sorriu e disse que sim. Aquela casa... aquele clima, tudo parecia tão aconchegante... era uma coisa que Lunna sempre quis pra si... um dia ela viveria aquilo.
Logo depois do café, Cássio pegou uma sacola de couro, e colocou as roupas dobradas de Lunna, e carregou pela cidade. Lunna ainda vestia o vestido azul e o chinelo de madeira.
Lunna se sentia mais feminina, andava ao lado de Cássio na rua. O céu estava azul, e o sol brilhava alto. Era um dia agradável.
Ao andar pela cidade, Lunna sentia os olhares nela e em Cássio, Talvez ele também tenha percebido, mais ele ignorava, apenas sorria com tudo aquilo.
Então, eles se distanciaram da cidade, e lá tinha uma velha choupana de madeira, Eles se direcionaram para lá.
A porta estava Aberta, e uma fumaça saia pela chaminé. Ela estava em casa.
"Dona Dalia? Senhora está ai? posso entrar?" -gritou Cássio.
Então ele a conhecida bem? Ele parecia sorrir muito. Lunna pensou, e chegou a conclusão que Cássio era o tipo de cara que é legal com todos, até mesmo com as velhas doidas.
"Entra querido!" -ouviu-se uma voz rouca de dentro da casa.
Lunna e Cássio entraram na casa, e então viram a velha que vestia um vestido escuro, de frente a um fogão cozinhando em uma panela grande.
"Dona Dalia... vim lhe apresentar uma amiga... ela queria te perguntar uma coisa importante..." -disse Cássio para a mulher.
"Claro... sente-se... mais não posso parar... tenho que continuar a cozinhar..." -disse a Mulher ainda de costas cozinhando.
Cássio deu a sacola para Lunna, e então puxou a cadeira para Lunna sentar. Ao sentar na cadeira Lunna pega os óculos da sacola e coloca sobre os olhos. Queria que alguma das amigas ouvi-se o que ela iria ouvir.
"Bom... dona Dalia... eu me chamo Lunna... e gostaria de saber sobre os Esmaoly, e o que eles tem haver com o fim do mundo..." -disse Lunna.
A velha parou de mexer na panela e então se virou. Olhou para eles séria, e então coçou os olhos e perguntou:
"O que quer saber mocinha? E por que?" -perguntou a velha.
"Gostaria de saber sobre eles..." -disse Lunna.
"Quem é ela Cássio?" -perguntou a velha alterada.
"Acalma-se Dona Dalia... ela é minha amiga..." -disse Cássio.
"Bom... se você é amiga de Cássio eu vou lhe contar..." -disse a senhora empurrando a panela grande para o fundo do fogão.
Então a velha se sentou distante deles, olhando para o fogo, e então começou a falar:
"Esmaoly são uma raça muito antiga... dizem que são da era que chegou a magia na terra... antes da magia chegar dos deuses ninguém conhecia um Esmaoly...tem gente que até acha que eles foram os responsáveis pela magia ter caído na terra..." -disse a velha.
"Mais eu achei que os Deuses haviam dado aos humanos..." -disse Lunna.
"Você acha mesmo menina que os Deuses dariam de bom grado magia aos humanos? Claro que não... ouve uma guerra nos céus... e depois ouve a guerra da terra... tem gente que acha que os Esmaoly foram causadores das duas guerras..."-disse a velha alterando a voz outra vez.
"Então o que eles são?" -perguntou Lunna assustada.
"Não sei...ninguém sabe... uns os chamam de Deuses, outros de demônios... os mais bestas os chamam de Gênios... e os desinformados os chamam de apenas garotos talentosos, mais a verdade é... os Esmaoly eram pessoas que sabiam muito de magia... e não eram apenas uma família... um sobrenome... eram uma raça!" -disse a velha.
"Como assim?" -perguntou Cássio.
"Cabelos prateados... olhos azuis tão claros que pareciam mais transparente que água... aqueles olhos... eles tem um poder especial... nunca olhe para eles... eles escravizam pessoas..." -disse a velha se alterando outra vez.
"Como assim escravizam?" -perguntou Cássio curioso.
"Tudo que eles querem eles conseguem apenas olhando... todos os Esmaoly viviam no país do Vento... eles eram do elemento ar... eles moravam junto aos reis... e mandavam neles, mesmo sem eles perceberem.... poderiam ser concelheiros dos reis, mais na verdade eles eram os donos de tudo..." -disse a velha.
"E... o que aconteceu com eles?" -perguntou Lunna.
"Eles acabaram se reproduzindo com humanos comuns, e então acabaram sujando o sangue deles... e a cada nova geração, menos Esmaoly nasciam... poderiam ter sobrenome, mais não tinha a raça!" -disse a velha olhando para a panela no fogão.
"Então... o que eles tem haver com o fim do mundo?" -perguntou Cássio.
"Ontem... um homem veio me procurar outra vez... ele era um Esmaoly... os Esmaolys ainda estão vivos...e o pior de tudo... Esmaolys estão envolvidos com os semi-Deuses.... você sabe quem são?" -perguntou a mulher sorridente.
Cássio fez cara de quem não fazia ideia do que ela falava, mais Lunna sabia, então ela resmungou:
"Daya Blek... Então esse homem esta na Daya Blek?"-perguntou Lunna.
"Ele esta... e junto dele estava um homem encapuzado... também está..." -disse a velha sorridente.
"Marco Esmaoly e Andrey Pindole... eles se conhecem? e estão juntos?" -perguntou Lunna.
"Quem são esses Lunna? esse Andrey é aquele que você falou?" -perguntou Cássio sem saber.
Lunna o Ignorou e logo perguntou:
"O que eles queriam com a senhora?" -perguntou Lunns.
"Minhas informações sobre como fabricar o Diamante de Sunny... por que a pergunta jovenzinha?" -perguntou a Velha.
"A... a senhora sabe sobre o recipiente do cristal? E você falou para eles" -perguntou Lunna aterrorizada.
"Eu não falei para eles! Nunca iria contar nada para um Esmaoly! E como a senhorita sabe de uma coisa dessas? quem é você?" -perguntou a velha se levantando e indo em direção a Lunna e Cássio.
Lunna se levantou tentando sair dali, e Cássio a seguiu.
"Não conte a ninguém sobre isso!" -disse Lunna saindo pela porta.
Ao sair, o sol refletiu a imagem de Lunna, e então a velha paralisou. Seus olhos estavam vendo melhor agora, aquela garota era um deles.
"VOCÊ ME ENGANOU! VOCÊ É UM DELES!" -Gritou a velha.
Mais eles mal ouviram, eles já estavam correndo de volta para a cidade.
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